Sob gritos de "sem anistia", Lula preside desfile de 7 de Setembro que tem soberania como tema central
Evento em Brasília ocorre em meio à crise com EUA e ao julgamento de Bolsonaro no STF; presidente destacou em seu pronunciamento a defesa da democracia e do meio ambiente
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Sob gritos de "sem anistia" e "soberania não se negocia" vindos do público, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início ao desfile cívico-militar do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na manhã deste domingo (7). De acordo com a Secom, o evento atraiu um público estimado de 45 mil pessoas.
O desfile deste ano ocorre em um contexto político tenso, marcado pela crise bilateral com os Estados Unidos – devido a tarifas impostas pelo presidente Donald Trump – e pelo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito. Em resposta a esse cenário, o tema central da parada foi a soberania nacional, com a organização distribuindo bonés com a frase "Brasil Soberano" e a decoração das tribunas reforçando a mensagem.

Além do eixo da soberania, o desfile contou com outras três alas temáticas: "Brasil dos Brasileiros", "Brasil do Futuro" e um segmento dedicado à COP30 – que será realizada em Belém – e ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A segurança na região foi significativamente reforçada, assegurando tanto o desfile quanto o andamento do julgamento no STF.
Em seu pronunciamento à nação na véspera do feriado, o presidente Lula já havia destacado a importância da união dos brasileiros na defesa da democracia, do meio ambiente e das instituições do país. O desfile, que durou cerca de duas horas e foi encerrado com a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça, contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara Hugo Motta e da maioria dos ministros do governo federal. Notaram-se as ausências do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que está em viagem oficial, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além de outros ministros do Supremo.