Senador Cleitinho defende CPMI do "Vaza Toga" e critica julgamento de Bolsonaro no STF
Parlamentar do Republicanos-MG acusa Corte de seletividade e pede investigação de mensagens entre auxiliares de Alexandre de Moraes
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Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (3), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as denúncias do "Vaza Toga" – caso que envolve supostas trocas de mensagens entre auxiliares do ministro Alexandre de Moraes no TSE com indícios de perseguição a opositores políticos.
– Vamos criar coragem. Não vamos ficar de joelhos para o STF. Que possamos passar não só o Brasil a limpo, mas essa Justiça do Brasil a limpo – declarou o senador, que também criticou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo por suposta tentativa de golpe de Estado.
Cleitinho questionou o tratamento dado a Bolsonaro, destacando a presença de policiais federais em sua residência e referindo-se a ele como "um senhor de 70 anos" que não representaria perigo à sociedade. Em contraponto, citou políticos condenados por corrupção que estariam em liberdade:
– Todo mundo sabe que não houve tentativa de golpe. Manifestantes presos [de 8 de janeiro] não trazem risco, mas corruptos sim – afirmou, em referência indireta a condenados da Lava Jato.
O caso "Vaza Toga" origina-se de relatos de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes, e tem sido usado por críticos do STF como exemplo de suposta parcialidade política da Corte. Apesar do discurso inflamado, a criação da CPMI depende de articulação política e apoio da base governista – até o momento, não concretizada.
Contexto:
O julgamento de Bolsonaro e aliados segue na Primeira Turma do STF, com previsão de conclusão em 12 de setembro. Já o "Vaza Toga" permanece sob investigação interna do Judiciário, sem previsão de divulgação pública das apurações.