31 de julho de 2025
em pernambuco

Polícia investiga morte de criança de 2 anos deixada por 24 horas no sofá, em Paulista; pais são irmãos

De acordo com a conselheira tutelar, o pai teria dito que a criança teve uma convulsão e foi deixada deitada no sofá

Por Redação
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O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando o caso - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Pernambuco abriu investigação para apurar a morte de uma criança de 2 anos, ocorrida no domingo (31), no bairro de Jardim Maranguape, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O caso, inicialmente registrado como “morte a esclarecer sem indício de crime”, ganhou novos detalhes após relatos de negligência por parte dos pais – que são irmãos consanguíneos por parte de mãe.

De acordo com a conselheira tutelar Cláudia Roberta, o pai teria dito que a criança teve uma convulsão e foi deixada deitada no sofá. A família, que mora próximo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), não teria solicitado socorro. A criança permaneceu no local por aproximadamente 24 horas, até que vizinhos, ao perceberem que algo estava errado, acionaram a polícia.

— Houve uma omissão de socorro. O pai diz que a criança convulsionou. A gente questionou por que não houve o socorro. Se a criança já estava lá há 24 horas falecida, por que não chamaram o Samu, a polícia, ou a levaram no braço? — indagou a conselheira.

A Polícia Civil esteve no local na manhã de segunda-feira (1º), mas a casa estava fechada. Horas depois, o pai compareceu à delegacia para prestar depoimento. O casal também é responsável por uma bebê de 9 meses, que foi acolhida pelo Conselho Tutelar, mas não apresentava sinais de maus-tratos.

A criança falecida já havia sido afastada dos pais anteriormente pelo Conselho Tutelar de Olinda, mas, após decisão judicial, foi devolvida à família. A mãe das crianças também já foi vítima de acolhimento na infância.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando o caso. Caso haja confirmação de negligência, os pais podem responder criminalmente por omissão de socorro e, possivelmente, homicídio culposo.