31 de julho de 2025
Trama Golpista

Defesa diz que Cid não tem condições psicológicas e solicita ida à reserva do Exército

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Mauro Cid.avif - Foto: TV Justiça

Durante o primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal federal (STF), o delator e réu da trama golpista, tenente-coronel Mauro Cid, pediu para deixar o Exército. A informação foi dada pela sua defesa.

Por ser o delator do processo, a defesa de Cid foi a primeira a se pronunciar. A defesa de Cid foi a primeira a se pronunciar, já que ele é o delator do caso. Depois, a defesa de outros sete réus deverão falar, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Advogado Jair Alves Ferreira, a baixa do Exército foi requerida porque Cid "não tem mais condições psicológicas de continuar como militar".

Com a delação de fatos que envolviam Jair Bolsonaro, generais da alta patente, como Braga Neto, que permanece preso por tentar atrapalhar as investigações e obter apoio, e antigos colegas, Mauro Cid tem mencionado que considerou a delação premiada um "processo traumático" já que acabou delatando eventos comprometedores.

A defesa de Mauro Cid sinalizou ao Supremo durante as alegações finais — última declaração antes do julgamento — que a cooperação teve um custo elevado para o militar, provocando isolamento e tratamento de traidor.

Os advogados, por outro lado, ressaltam que a delação foi fundamental para trazer à tona temas centrais da trama golpista.

O pedido de ida para a reserva foi feito há cerca de um mês e ainda não teve decisão.