Defesa diz que Cid não tem condições psicológicas e solicita ida à reserva do Exército
Durante o primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal federal (STF), o delator e réu da trama golpista, tenente-coronel Mauro Cid, pediu para deixar o Exército. A informação foi dada pela sua defesa.
Por ser o delator do processo, a defesa de Cid foi a primeira a se pronunciar. A defesa de Cid foi a primeira a se pronunciar, já que ele é o delator do caso. Depois, a defesa de outros sete réus deverão falar, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o Advogado Jair Alves Ferreira, a baixa do Exército foi requerida porque Cid "não tem mais condições psicológicas de continuar como militar".
Com a delação de fatos que envolviam Jair Bolsonaro, generais da alta patente, como Braga Neto, que permanece preso por tentar atrapalhar as investigações e obter apoio, e antigos colegas, Mauro Cid tem mencionado que considerou a delação premiada um "processo traumático" já que acabou delatando eventos comprometedores.
A defesa de Mauro Cid sinalizou ao Supremo durante as alegações finais — última declaração antes do julgamento — que a cooperação teve um custo elevado para o militar, provocando isolamento e tratamento de traidor.
Os advogados, por outro lado, ressaltam que a delação foi fundamental para trazer à tona temas centrais da trama golpista.
O pedido de ida para a reserva foi feito há cerca de um mês e ainda não teve decisão.