31 de julho de 2025
MUNDO

Maduro acusa EUA de preparar ataque militar à Venezuela com submarino nuclear e mísseis

Líder venezuelano alerta para "guerra em larga escala" no continente e nega acusações de tráfico de drogas; EUA ampliaram recompensa por sua captura para US$ 50 milhões

Por Redação
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Nicolás Maduro, presidente venezuelano - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista coletiva em Caracas nesta segunda-feira (1º), o presidente venezuelano Nicolás Maduro acusou os Estados Unidos de concentrar forças militares ameaçadoras próximas ao seu país, incluindo oito navios de guerra com 1.200 mísseis e um submarino nuclear. Classificou a movimentação como "extravagante, injustificável e criminosa", alertando para o risco de uma "guerra em larga escala" no continente caso as tensões se agravem.

Maduro respondeu às acusações norte-americanas de que a Venezuela estaria envolvida no tráfico internacional de drogas, negando qualquer participação e atribuindo a ação militar anunciada pelos EUA a uma tentativa de justificar uma intervenção. Dirigiu-se também ao ex-presidente Donald Trump, afirmando que o secretário de Estado Marco Rubio estaria "procurando provocar conflitos" na América do Sul.

Os EUA, que recentemente dobraram a recompensa por informações que levem à captura de Maduro para US$ 50 milhões, mantêm uma presença naval reforçada no Caribe sul — justificada oficialmente como operação contra cartéis de drogas. No entanto, relatórios das Nações Unidas indicam que a maior parte do tráfico de cocaína para os EUA ocorre pelo Pacífico, não pelo Atlântico, onde se concentram as forças norte-americanas.

Especialistas apontam que o aumento das tensões reflete disputas geopolíticas mais amplas, com a Venezuela utilizando a retórica de defesa nacional para mobilizar apoio interno e internacional frente a sanções e isolamento.