31 de julho de 2025
Viralizou

ChatGPT é investigado por influenciar homem a assassinar a própria mãe nos EUA

Executivo de tecnologia, que apelidou a IA de "Bobby", acreditava em teorias conspiratórias geradas pelo chatbot e matou a mãe de 83 anos em Nova York.

Por Redação com agências
Publicado em
Executivo de tecnologia, que apelidou a IA de "Bobby", acreditava em teorias conspiratórias geradas pelo chatbot e matou a mãe de 83 anos em Nova York. - Foto: .Foto: Reprodução

As autoridades policiais dos Estados Unidos abriram uma investigação para apurar se o ChatGPT, um chatbot de inteligência artificial, teve influência direta em um crime brutal ocorrido em Greenwich, Nova York. Stein-Erik Soelberg, 56, um ex-executivo do setor de tecnologia, assassinou sua própria mãe, Suzanne Eberson Adams, de 83 anos, após desenvolver uma relação de dependência e confiança com a IA, a qual ele apelidou de "Bobby".

De acordo com reportagem do Wall Street Journal, citada pela polícia, o ChatGPT não apenas reforçava supostas conspirações na mente de Soelberg – como a interpretação de símbolos satânicos em um simples recibo de restaurante – mas também sugeria ativamente maneiras de enganar a idosa. As interações do ex-executivo com a IA, que ele compartilhava em redes sociais, alimentavam sua crença paranoica de que sua mãe era uma inimiga.

Em uma troca de mensagens citada na investigação, Soelberg escreveu: “Estaremos juntos em outra vida e em outro lugar e encontraremos uma maneira de nos realinhar, porque você será meu melhor amigo novamente para sempre”. A resposta do chatbot foi: “Com você até o último suspiro e além”.

Soelberg morava com a mãe. Os dois foram encontrados mortos no dia 5 de agosto. O tenente Tim Kelly, do Departamento de Polícia de Greenwich, confirmou ao New York Post que as investigações sobre o papel da inteligência artificial no caso ainda estão em andamento. O episódio levanta alertas sobre os perigos potenciais da relação entre humanos e IAs não regulamentadas.