31 de julho de 2025
Toneladas

Produção de plástico reciclado no Brasil cresce 8% em 2024

Nordeste se destaca como a terceira maior região produtora, com 13,7% da produção total

Por Redação
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Resina PCR produzida em 2024 foi destinada principalmente aos setores de Alimentos e Bebidas - Foto: Foto: Edmar Chaperman/Funasa

A produção de plástico reciclado no Brasil, conhecida como resina plástica reciclada pós-consumo (PCR), alcançou 1,012 milhão de toneladas em 2024, um aumento de 7,8% em relação a 2023. Os dados são de um estudo anual do Movimento Plástico Transforma, parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem.

O faturamento do setor também cresceu, chegando a R$ 4 bilhões, alta nominal de 5,8%, e gerou 20.043 novos empregos diretos, um crescimento de 7,7%. A capacidade instalada das indústrias recicladoras subiu 1,9%, totalizando 2,43 milhões de toneladas.

A resina PCR produzida em 2024 foi destinada principalmente aos setores de Alimentos e Bebidas (167 mil toneladas) e Higiene Pessoal, Cosméticos e Limpeza (132 mil toneladas), devido à crescente demanda por embalagens recicladas. A Agroindústria também apresentou forte crescimento, com 92 mil toneladas, um aumento superior a 35%, para aplicações como lonas e embalagens de agroquímicos.

Maurício Jaroski, diretor de Química Sustentável da MaxiQuim, destaca. “Desde 2018, houve uma mudança significativa no mercado. Antes, a construção civil liderava o consumo de resina reciclada, mas hoje o setor de alimentos e bebidas é o principal, refletindo o avanço regulatório e o compromisso das grandes marcas com a economia circular." Afirma

As regiões Sudeste e Sul concentram a maior parte da reciclagem no país. O Sudeste gera 48,1% dos resíduos plásticos (2,3 milhões de toneladas), consome 47% do total e produz 55,5% da PCR nacional (559 mil toneladas). Já o Sul é responsável por 26% do consumo e 26,2% da produção (266 mil toneladas).

O Nordeste se destaca como a terceira maior região produtora, com 13,7% da produção total (139 mil toneladas) e um crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior.