31 de julho de 2025
em ofício

Ex-ministro de Bolsonaro nega ligação com PCC e pede investigação da PF

Ciro Nogueira contesta acusações de recebimento de dinheiro do crime organizado e classifica site que publicou denúncia como "milícia digital"

Por Redação
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Ciro Nogueira (PP-PI) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Senado

Em resposta a acusações de vínculos com o crime organizado, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) protocolou ofício neste domingo (31) ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, negando qualquer relação com a facção PCC e solicitando investigação urgente pela Polícia Federal. O documento contesta veementemente relatos atribuídos a uma testemunha que afirmou à PF que o parlamentar teria recebido dinheiro vivo de integrantes da organização criminosa.

No texto, Nogueira afirma categoricamente: "essas pessoas jamais estiveram em meu gabinete" e destaca que "por jamais ter tido proximidade de qualquer espécie, e portanto nunca poderia ter advogado em benefício delas (…) é absolutamente mentirosa". O senador adotou postura ofensiva, solicitando que a PF verifique os registros de acesso ao seu gabinete no Congresso e todos os locais mencionados nas acusações.

O parlamentar também atacou diretamente o site ICL, que prepara reportagem sobre o caso, classificando a publicação como "um site de pistolagem da esquerda, uma espécie de milícia digital" que estaria promovendo "gravíssimas e desleais calúnias". A mensagem anexada ao ofício, enviada por jornalista do ICL, descreve que Nogueira teria recebido "uma sacola de papelão com grande quantidade de dinheiro vivo" de Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", em agosto de 2024, em Brasília.

Ciro Nogueira finalizou o documento reafirmando que não será intimidado pelas acusações: "Tenho minha consciência tranquila e a verdade ao meu lado. Quero mais, e não menos, investigação". O senador colocou todos os seus sigilos à disposição das autoridades e defendeu que o combate ao crime organizado não deve ser instrumentalizado para perseguição política.