Mauro Cid decide não comparecer a julgamento no STF sobre inquérito de trama golpista
Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro acompanhará sessão de casa, seguindo orientação de advogados; julgamento do núcleo golpista começa nesta terça (2)
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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu não comparecer pessoalmente ao julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa seu envolvimento no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A informação foi confirmada por aliados do militar, que justificaram a ausência como uma orientação estratégica de seus advogados.
De acordo com assessores próximos, a defesa de Cid avalia que ele não teria nenhum ganho processual com sua presença física no plenário do Supremo. Seguindo essa recomendação jurídica, o militar optou por acompanhar as sessões do julgamento de sua residência, localizada na Vila Militar, em Brasília. Seus advogados, no entanto, estarão presentes no STF para representá-lo durante todo o andamento processual.
O julgamento do primeiro núcleo do inquérito do golpe está marcado para começar na manhã desta terça-feira (2) e deve se estender até o dia 12 de setembro. Todos os réus do processo, incluindo o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, têm o direito de acompanhar as sessões presencialmente.
No caso de Bolsonaro, que se encontra em regime de prisão domiciliar, é necessária uma autorização expressa do Supremo Tribunal Federal para que ele possa deixar sua residência e comparecer ao julgamento in loco.