Ações da Braskem despencam com revisão de estrutura de capital e venda de ativos nos EUA
Empresa projeta investimentos de R$ 2,4 bilhões para este ano, dos quais R$ 515 milhões já foram executados nos dois primeiros trimestres
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As ações da petroquímica Braskem registraram forte queda nesta sexta-feira (26) na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), em meio a preocupações sobre a estrutura de capital da empresa e possíveis reestruturações.
Por volta das 13h, os papéis caíam 12,86%, cotados a R$ 7,18. Mais cedo, às 12h40, a queda chegou a 13,59%, a R$ 7,12. A mínima intradiária do dia foi R$ 7,07, o menor valor desde março de 2015.
A Braskem contratou consultores financeiros e jurídicos para avaliar alternativas econômicas e otimizar sua estrutura de capital, em meio a um cenário de baixa do mercado petroquímico global. Especialistas indicam que investidores interpretaram a medida como um possível indicativo de reestruturação formal da empresa.
Em agosto, a Braskem anunciou negociações para a possível venda de unidades industriais de polipropileno nos estados do Texas, Pensilvânia e Virgínia Ocidental, em acordo de confidencialidade com a Unipar. A negociação está sendo liderada pela Novonor, acionista controladora da Braskem com 50,1% do capital votante, enquanto a Petrobras detém 47%.
“A companhia informa que está constantemente avaliando oportunidades e alternativas para investimentos e aquisições de participações societárias ou de ativos”, afirmou a Braskem em nota.
No segundo trimestre de 2025, a Braskem registrou prejuízo de R$ 267 milhões, redução de 93% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda recorrente ficou em R$ 427 milhões, contra R$ 1,67 bilhão em 2024, e a receita líquida caiu para R$ 17,86 bilhões, ante R$ 19,07 bilhões.
A empresa projeta investimentos de R$ 2,4 bilhões para este ano, dos quais R$ 515 milhões já foram executados nos dois primeiros trimestres.