Morre Biriba, pioneiro do tênis de mesa brasileiro que dividiu capa de jornal com Pelé
Ídolo morreu aos 80 anos em São Paulo; aos 13 anos venceu campeões mundiais e foi capa ao lado de Pelé e Maria Esther Bueno no auge da fama
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Faleceu na quinta-feira (25), aos 80 anos, Ubiraci Rodrigues da Costa, o Biriba, primeiro grande ídolo do tênis de mesa brasileiro. O velório do atleta acontece no Cemitério da Quarta Parada, na zona leste de São Paulo, até as 14h desta sexta-feira (26). A morte foi comunicada pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) e pelo Palmeiras, clube que ele representou durante a carreira. A causa do óbito não foi divulgada.
Nascido em 26 de junho de 1945, Biriba tornou-se campeão sul-americano com apenas 11 anos. Aos 13, chocou o mundo ao vencer os japoneses Tanaka Toshiaki e Ogimura Ichiro – ambos campeões mundiais – em amistosos no Ginásio do Ibirapuera. O feito lhe rendeu, em 1958, a capa do jornal A Gazeta Esportiva ao lado de Pelé e Maria Esther Bueno, sendo chamado de "o triângulo de ouro dos esportes brasileiros".
Em 1961, com 15 anos, Biriba fez história ao chegar às oitavas de final do Mundial na China, eliminando o campeão local Rong Guotan. A campanha histórica rendeu-lhe um telegrama do então presidente Jânio Quadros e se manteve como a melhor do Brasil na competição por 60 anos – até ser superada por Hugo Calderano em 2021.
Aos 21, sem apoio para continuar no alto rendimento, Biriba abandonou o esporte. Formou-se em economia e trabalhou por cinco décadas na Secretaria da Fazenda. Em depoimento à TV Brasil em 2020, lamentou o amadorismo da época: "Você vai viver de glória? De troféu? Era super amador, não ganhávamos nada".
Apesar da aposentadoria precoce, seu legado permaneceu vivo. A fabricante japonesa Butterfly homenageou-o batizando uma raquete com seu nome. Em abril, ao completar 64 anos do feito na China, Biriba deixou uma mensagem: "O tênis de mesa me ensinou a ter espírito competitivo, saber ganhar e perder – isso nos prepara para a vida".