Cúpula do PL tenta conter Eduardo Bolsonaro após sanções dos EUA gerarem crise com STF e impulso a Lula
Valdemar Costa Neto foi chamado às pressas ao STF após anúncio de punição a esposa de Moraes; aliados avaliam que estratégia internacional do bolsonarismo saiu pela culatr
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A cúpula do PL deve pedir ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que interrompa articulações por novas sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, diante da avaliação interna de que a estratégia tem sido contraproducente. O movimento ocorre após o governo americano incluir a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, na Lei Magnitsky – medida que, segundo aliados, "implodiu" o diálogo com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Na terça-feira (23), Valdemar Costa Neto, presidente do PL, foi chamado com urgência a um gabinete no STF, onde recebeu alertas sobre o agravamento da crise institucional. Fontes do partido afirmam que as sanções, em vez de pressionar o governo Lula, têm fortalecido o discurso petista de defesa da soberania nacional e elevado a popularidade do presidente. O próprio Jair Bolsonaro teria manifestado preocupação com os desdobramentos.
Apesar das pressões, o jornalista Paulo Figueiredo, que atua com Eduardo Bolsonaro nos EUA, afirmou que não há intenção de recuar: "A pressão vai aumentar. Quem quiser, venha conosco". Sobre a insatisfação de Jair Bolsonaro, Figueiredo foi taxativo: "Não estamos preocupados com o contentamento ou descontentamento dele". O discurso de Donald Trump na ONU, com elogios a Lula, ampliou o temor de que o apoio internacional ao bolsonarismo perca força.