Dormir bem em cada fase: neurocientista revela horas ideais de sono da infância à velhice
Na infância, dormir bem é crucial para o crescimento e o desenvolvimento cognitivo
Publicado em
Descansar vai muito além de repousar: é um pilar fundamental para a saúde física e mental. De acordo com o neurocientista André Leão, o sono regula hormônios, repara células, consolida a memória e equilibra as emoções. Mas a quantidade ideal de horas varia conforme a idade. Recém-nascidos, por exemplo, precisam de 14 a 17 horas diárias, enquanto adultos devem dormir entre 7 e 9 horas. Idosos, por sua vez, tendem a ter um sono mais fragmentado, mas ainda necessitam de 7 a 8 horas de descanso.
Segundo o especialista, mais importante do que contar horas é observar os sinais do corpo. "Sonolência constante, irritabilidade e dificuldade de concentração indicam que o sono não está adequado", explica. Na infância, dormir bem é crucial para o crescimento e o desenvolvimento cognitivo. Já na adolescência, as mudanças hormonais e o uso excessivo de telas atrasam o relógio biológico, podendo levar a problemas de humor e rendimento escolar. Para adultos, a privação de sono aumenta o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.
Entre os principais vilões do descanso estão o estresse, a exposição à luz azul de celulares antes de dormir, o consumo de cafeína e um ambiente inadequado. Para melhorar a qualidade do sono, André Leão recomenda manter uma rotina regular, evitar telas à noite, praticar exercícios físicos (mas não perto da hora de dormir) e criar um quarto escuro e silencioso. "Dormir bem não é luxo, é necessidade. Cada pessoa tem uma individualidade, mas o essencial é acordar revigorado", finaliza.