31 de julho de 2025
DEPUTADOS ESTIVERAM NO MUNICÍPIO

Moradores de Craíbas denunciam rachaduras, tremores e poluição causados por mineração

Audiência pública na Câmara Municipal discutiu impactos da Mina Serrote da Vale Verde. Deputados alertam para risco de desastre ambiental e cobram indenizações

Por Redação
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Deputados foram até Craíbas participar de uma audiência pública - Foto: Comunicação/ALE

Moradores de Craíbas, no Agreste de Alagoas, relataram em audiência pública nesta quarta-feira (24) os graves impactos causados pelas atividades da Mineração Vale Verde na Mina Serrote. Entre os problemas citados estão rachaduras em casas, tremores de terra, excesso de poeira, poluição sonora e risco de contaminação de rios. O evento foi realizado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal da cidade.

O deputado Ronaldo Medeiros (PT), presidente da comissão, alertou para o risco de desastre ambiental em larga escala e criticou a postura da empresa. “A mineradora leva milhões daqui de Craíbas, então pode perfeitamente indenizar os prejudicados – são menos de 15 casas afetadas. Não há justificativa para protelar soluções”, afirmou. Ele defendeu a notificação de órgãos para verificar a qualidade da água e evitar tragédias como as de Mariana (MG) ou Braskem (Maceió).

Posicionamento dos parlamentares

O líder do Governo, Silvio Camelo (PV), comprometeu-se com uma ação conjunta diante dos “graves e sérios problemas”. Já Fernando Pereira (Progressistas) ponderou sobre a necessidade de equilibrar desenvolvimento e impactos, lembrando que a empresa gera emprego e renda. Ricardo Nezinho (MDB) listou evidências: “Casas interditadas, água ficando salgada, poluição sonora, poeira. A extração de minério é degradação por natureza”.

Relatos dos moradores

Um morador afirmou que a região tornou-se inabitável após quatro anos de exploração. “Todos os estudos indicam: quanto mais próximas as explosões, maior a incidência de rachaduras. Queremos relocação e indenização justa”. Outra residente disse ter a casa interditada pela Defesa Civil há um ano, sem ter para onde ir.

Estiveram presentes representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, IMA e secretarias estaduais. A mineradora não se manifestou publicamente durante a audiência.