Eduardo Girão visita Carla Zambelli na prisão na Itália e critica bloqueio financeiro da família
Em pronunciamento, parlamentar do Novo-CE afirmou que deputada enfrenta restrições econômicas e que medidas de Alexandre de Moraes atingiram até o marido da presa
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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) relatou em pronunciamento nesta segunda-feira (22) a visita que fez na semana passada à deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), presa preventivamente na Itália aguardando análise de pedido de extradição solicitado pelo Brasil. Girão denunciou que, além das restrições impostas à parlamentar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas bancárias do marido de Zambelli, impedindo inclusive o pagamento de pensão alimentícia devida a filhos de relacionamentos anteriores.
Girão criticou o processo judicial que levou à prisão de Zambelli – relacionado a crimes cibernéticos –, argumentando que não há provas suficientes para a condenação e que o STF teria dado mais credibilidade ao depoimento do hacker Walter Delgatti do que à defesa da deputada. "O crime não se terceiriza, as penas não se terceirizam", afirmou o senador, ao questionar a extensão das medidas a familiares. Ele também condenou os gastos do governo federal com ações de repatriação.
O parlamentar citou que o governo Lula contratou um escritório de advocacia na Itália por R$ 200 mil para tratar da extradição de Zambelli, enquanto na Argentina foram gastos US$ 1 milhão para "caçar brasileiros" que buscam asilo político após os atos de 8 de janeiro de 2023. Girão classificou esses cidadãos como "presos políticos" que não tiveram o devido processo legal respeitado. A situação de Zambelli segue sob análise da Justiça italiana, sem previsão de retorno ao Brasil.