Atriz enfrenta leucemia, perde marido assassinado e descobre câncer do pai em saga de superação
Catarine Barreto, de 32 anos, relata jornada de tratamento, luto e redescoberta da vida após transplante de medula bem-sucedido
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Em um intervalo de dois meses, a vida da atriz baiana Catarine Barreto, de 32 anos, foi virada de cabeça para baixo. Primeiro, ela recebeu o diagnóstico de leucemia após uma internação que imaginava ser rápida. Depois, descobriu que seu pai também lutava contra um câncer - um linfoma não Hodgkin.
A história de superação familiar, que já era intensa, ganhou contornos dramáticos quando, no meio do tratamento, seu marido foi assassinado durante um assalto. A saga da artista, compartilhada nas redes sociais, comoveu mais de 1 milhão de pessoas e se tornou um testemunho de resiliência.
Tudo começou em agosto de 2024, quando um exame de rotina apontou plaquetas baixas. Catarine, que mantinha uma vida saudável com corridas na praia e academia, não apresentava sintomas. A confirmação da leucemia veio após dias de investigação médica.
"Só me lembro da médica dizendo 'viva o luto da notícia' e 'câncer no sangue'", recorda. O choque foi seguido por 50 dias de internação e um tratamento agressivo com quimioterapia e imunoterapia. Já em casa, durante a convalescença, veio o diagnóstico do pai. A notícia mais devastadora, porém, chegou em novembro: seu marido foi morto a tiros ao voltar do trabalho. "Esse foi o pior dia da minha vida. Jamais esperaria uma notícia dessas no meio do meu tratamento", desabafa.
A jornada de cura exigiu um transplante de medula óssea, conseguido após mobilização nas redes sociais e uma liminar judicial. A doadora foi sua irmã mais nova. Seis meses após o procedimento, Catarine e seu pai estão fora da zona de perigo. A experiência transformou sua perspectiva de vida: "Quando você fica cara a cara com a possibilidade da morte, o futuro vira uma fumaça. A felicidade são coisas muito pequenas".