31 de julho de 2025
iminência de guerra

Governo venezuelano realiza treinamento militar com civis em meio a tensões com EUA

A iniciativa ocorre enquanto o presidente Donald Trump ameaça o país com consequências "incalculáveis" caso se recuse a aceitar imigrantes deportados

Por Redação
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A iniciativa ocorre enquanto o presidente Donald Trump ameaça o país com consequências "incalculáveis" caso se recuse a aceitar imigrantes deportados - Foto: Zurimar Campos/ Presidência da Venezuela

O governo venezuelano realizou nesse sábado (20) uma jornada de treinamento militar para civis em Caracas, em preparação para uma eventual agressão dos Estados Unidos. A iniciativa ocorre enquanto o presidente Donald Trump ameaça o país com consequências "incalculáveis" caso se recuse a aceitar imigrantes deportados.

Militares venezuelanos se mobilizaram na principal avenida da capital para instruir voluntários no uso de armamento e táticas de resistência. Cerca de 25 veículos blindados circularam pela cidade, oferecendo workshops a pequenos grupos de aproximadamente trinta pessoas sobre manejo de armas, camuflagem, defesa pessoal, primeiros socorros e "pensamento ideológico".

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou a atividade como "um marco na revolução militar que estamos construindo, povo e Forças Armadas juntos". A adesão, no entanto, foi significativamente menor que a convocatória realizada na semana anterior nos quartéis.

A tensão entre os países se intensificou com a mobilização de oito navios de guerra americanos no Caribe - justificada como operação antidrogas - e os recentes ataques que deixaram 14 mortos em embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico próximo à costa venezuelana.

Em sua rede social Truth Social, Trump exigiu que a Venezuela "aceite imediatamente todos os presos e pessoas de instituições mentais" deportados, alertando que "o preço que pagarão será incalculável" em caso de recusa.

Paralelamente, o canal do YouTube do presidente Nicolás Maduro foi removido da plataforma na sexta-feira (19), segundo o veículo estatal Telesur, que classificou o fato como parte da "guerra híbrida" dos Estados Unidos.