31 de julho de 2025
sem acordo

"Foi uma vergonha", diz Jojo Todynho ao se manifestar sobre audiência com PT

Defesa de Jojo argumenta que frase "me ofereceram" não constitui difamação por não citar pessoa determinada, enquanto PT recusou proposta de encerrar o caso

Por Redação
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Jojo Todynho - Foto: Reprodução/Redes sociais

A esperada audiência de conciliação entre a cantora Jojo Todynho e o Partido dos Trabalhadores (PT), marcada para esta quinta-feira (18), terminou sem um acordo entre as partes. O encontro, que tinha o objetivo de resolver a queixa-crime movida pelo partido contra a artista, seguiu para a fase judicial após a falha na negociação, um desfecho amplamente antecipado pelos desencontros anteriores.

Em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado de seus advogados, Bruno e Sérgio Figueiredo, Jojo Todynho veio a público para esclarecer o resultado. A defesa da influenciadora foi incisiva ao criticar a ação do PT. O advogado Bruno Figueiredo declarou que o partido demonstrou "vergonhosa falta de interpretação de texto e desconhecimento legal". Ele fundamentou a defesa no Artigo 139 do Código Penal, argumentando que a acusação de difamação exige a citação de um fato concreto e uma pessoa determinada, o que não estaria presente na frase "me ofereceram", dita por Jojo.

De acordo com informações apuradas, a influenciadora recusou uma proposta inicial de acordo do PT por envolver uma retratação. Em contrapartida, Jojo fez uma contraproposta: o partido desistiria totalmente da ação. A legenda, no entanto, também recusou a oferta, preferindo que o caso siga seu curso legal perante um juiz. Com a conciliação afastada, a defesa de Jojo Todynho agora deverá apresentar suas alegações finais formalmente à Justiça para rebater as acusações.

O advogado Sérgio Figueiredo complementou que os esclarecimentos serão apresentados ao Ministério Público para um "entendimento mais amplo" da tese de defesa, confiante de que a queixa-crime será considerada "completamente inepta". Após as discussões, o MP solicitou que o magistrado abra um prazo para se manifestar sobre a validade da queixa-crime apresentada pelo PT.

O caso teve início em 2023, quando Jojo Todynho afirmou em uma entrevista que teria recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, alegando que o contato foi feito por telefone e formalizado em um almoço.