Ibovespa fecha em nova máxima histórica com olhos no Copom e no corte de juros do Fed
Bolsa brasileira subiu 1,06%, impulsionada pela decisão do Federal Reserve de reduzir taxa básica nos EUA; mercado aguarda anúncio do BC brasileiro sobre a Selic
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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em nova máxima histórica nesta quarta-feira (17), registrando alta de 1,06% e atingindo 145.593,63 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a tocar os 146.330,90 pontos, marcando um novo recorde intradia. O volume financeiro total negociado foi de R$ 22,9 bilhões. O movimento ocorreu em um dia de atenção redobrada dos investidores às decisões de política monetária no Brasil e no exterior.
O dólar apresentou comportamento volátil: após cair durante a maior parte do dia, inverteu o movimento no fim do pregão e encerrou com uma leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3019 na venda. Mais cedo, a moeda norte-americana havia chegado a ser negociada a R$ 5,27.
O grande catalisador do otimismo global foi a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de cortar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo uma nova banda entre 4% e 4,25% ao ano. Esta foi a primeira redução desde dezembro do ano passado. O Fed sinalizou ainda que deve promover cortes graduais ao longo do restante do ano, citando preocupações com a fraqueza no mercado de trabalho. Em coletiva, o chairman Jerome Powell afirmou que os riscos de inflação persistente diminuíram, caracterizando o impacto das tarifas comerciais como um aumento de preço pontual, e não um processo inflacionário duradouro.