31 de julho de 2025
exposição gratuita

Mostra online “Rastros da Experimentação Negra Contemporânea” traz 14 filmes de realizadores negros

Exposição gratuita no SPcine Play aborda negritude, gênero e sexualidade por meio de longas, médias e curtas-metragens nacionais e internacionais

Por Redação
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Projeto curatorial foi assinado pelo jornalista e professor Heitor Augusto - Foto: Heitor Augusto/Arquivo pessoal

A mostra online Rastros da Experimentação Negra Contemporânea reúne 14 filmes de realizadores negros, entre longas, médias e curtas-metragens, e está disponível gratuitamente para todo o Brasil na plataforma SPcine Play, mediante um breve cadastro.

O catálogo apresenta produções que transitam com leveza por temáticas complexas, como negritude, gênero e sexualidade, explorando a experimentação cinematográfica de vanguarda. Entre os títulos internacionais, destacam-se cinco obras:

  • Except This Time Nothing Returns From the Ashes (Etiópia/Reino Unido/Somália), de Asmaa Jama e Gouled Ahmed, aborda a presença e a revisitação do passado familiar e social por meio de diferentes técnicas de câmera.
  • The Ritual to Beauty (República Dominicana/EUA), de Maria Marrone e Shenny De Los Angeles, reflete sobre o conceito de beleza em três gerações de mulheres dominicanas.
  • Dos Estados Unidos, destacam-se Sojourner e Pilgrim, de Cauleen Smith, e Tygers, de Kevin Jerome Everson, que retrata um treino de futebol americano.

O projeto curatorial, assinado pelo jornalista e professor Heitor Augusto, organiza a mostra em quatro eixos temáticos: Movimento, Casa, Ritmo e Nossa Gente.

No eixo Movimento, seis curtas exploram liberdade e limitações impostas pelo racismo e LGBTfobia: Só que desta vez nada retorna das cinzas (2023), [in]Consciência (2018), Por que não ensinaram as bixas pretas a amar? (2023), Pilgrim (2017), Sojourner (2018) e Tygers (2014).

O eixo Casa reúne cinco filmes que dialogam com morada, conforto e identidade: Entenda o processo colonial em 5 minutos (2019), Cicatriz tatuada (2022), Morde e assopra (2020), Rito de beleza (2020) e Olhos de erê (2020).

Em Ritmo, duas obras — As vezes que não estou lá (2021) e Pontes sobre abismos (2017) — provocam reflexões sobre montagem, cadência e experiência negra na diáspora, incluindo questões de saúde mental.

O eixo Nossa Gente é representado pelo filme Sessão Bruta, das coletivas as talavistas e ela.ltda, que destaca a vida em comunidade, estratégias coletivas e criação cultural.

O projeto foi aprovado no edital Seleção e Apoio de Propostas Curatoriais de Conteúdo Audiovisual para SPcine Play (2023), da SPcine, fortalecendo a visibilidade de realizadores negros e suas narrativas inovadoras.