31 de julho de 2025
STF

Filha do ministro Edson Fachin é agredida na UFPR; OAB repudia ataque

OAB A destacou que a democracia se sustenta no respeito à liberdade de pensamento

Por Redação
Publicado em
Edson Fachin - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A advogada Melina Girardi Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, foi alvo de uma agressão na última sexta-feira (12), em Curitiba, ao sair da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também atua como professora.

Segundo relatos, Melina foi cuspida por um homem branco não identificado, que também a ofendeu com a expressão “lixo comunista”.

O episódio gerou ampla repercussão e manifestações de repúdio. Em uma publicação nas redes sociais, o advogado Marcos Rocha Gonçalves, marido de Melina, classificou a agressão como parte de um contexto mais amplo de violência física e política contra mulheres, que, segundo ele, tem origem em setores da “extrema direita”.

“Se alguma coisa acontecer com a professora Melina ou com alguém da nossa família, vocês não serão apenas os responsáveis — vocês receberão o mesmo jugo”, escreveu.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, divulgou nota condenando o ataque. A entidade destacou que a democracia se sustenta no respeito à liberdade de pensamento, especialmente em espaços acadêmicos. A 

“A democracia exige o respeito às liberdades, ao pluralismo e à convivência pacífica — sobretudo no ambiente acadêmico, que deve ser espaço de diálogo e construção do conhecimento, e não palco para violência, intolerância ou silenciamento”, afirmou Simonetti.

A UFPR, procurada pela Agência Brasil, informou que ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso envolvendo a professora.

O clima na UFPR já estava tenso desde a última terça-feira (9), quando uma palestra promovida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foi cancelada após protestos de estudantes de Direito. A mobilização terminou com a invasão do campus pela Polícia Militar do Paraná, que utilizou balas de borracha para dispersar os manifestantes, ferindo alguns alunos.

A reitoria da universidade cobrou explicações do comando da PM e acionou o Ministério Público e a Defensoria Pública para investigar a conduta dos agentes envolvidos na ação.