31 de julho de 2025
último adeus

Hermeto Pascoal será velado em Bangu nesta segunda-feira (15); cerimônia é aberta ao público

Músico morreu aos 89 anos no último sábado (13); família convida fãs a homenagearem o artista "fazendo soar uma nota" ao universo

Por Redação
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Hermeto Pascoal faleceu no último sábado (13) - Foto: Reprodução/Instagram

O corpo do gênio da música brasileira Hermeto Pascoal será velado nesta segunda-feira (15), a partir das 14h, na Areninha Cultural Hermeto Pascoal, na Praça Primeiro de Maio, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O local fica próximo ao bairro do Jabour, onde o músico morou por grande parte de sua vida. A cerimônia, aberta ao público, segue até as 21h.

Hermeto faleceu no último sábado (13), aos 89 anos, no Hospital Samaritano, no Rio. A informação foi divulgada oficialmente nas redes sociais do artista, com um comunicado emocionante da família: "Com serenidade e amor, comunicamos que Hermeto Pascoal fez sua passagem para o plano espiritual, cercado pela família e por companheiros de música".

A nota acrescenta que, no exato momento de sua partida, seu grupo estava se apresentando no palco – como ele certamente aprovaria. A família ainda pede que as pessoas não se deixem dominar pela tristeza, mas celebrem sua vida "fazendo soar uma nota no instrumento, na voz, na chaleira e oferecendo ao universo". Hermeto deixa seis filhos, 13 netos e dez bisnetos.

Nascido em Lagoa da Canoa (AL) em 22 de junho de 1936, Hermeto foi um dos artistas mais inventivos e originais da música mundial. Autodidata, começou a tocar acordeão aos 10 anos e ficou famoso por criar sons com objetos incomuns – de panelas e garrafas a brinquedos e animais. Sua carreira foi marcada pela improvisação e pela ousadia criativa.

Reconhecido internacionalmente, Hermeto colaborou com lendas como Miles Davis, que o chamou de "o músico mais impressionante do mundo", e foi integrante fundamental de grupos históricos como o Quarteto Novo. Ao longo da vida, gravou discos seminals como "Slaves Mass", "A Música Livre de Hermeto Pascoal" e "Zabumbê-bum-á", além de ser três vezes vencedor do Grammy Latino.

Em 2024, seguiu ativo: lançou o álbum "Pra você, Ilza", em homenagem à sua companheira, e foi tema de uma biografia escrita por Vitor Nuzzi. Seu legado permanece como um dos mais ricos e influentes da cultura brasileira.