31 de julho de 2025
dados divulgados

STF pagou R$ 4,4 milhões a empresa citada na "farra do INSS" entre 2022 e 2023

Orleans Viagens e Turismo foi uma das empresas das citadas nas investigações da operação

Por Redação
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STF pagou R$ 4,4 milhões a empresa citada na "farra do INSS" entre 2022 e 2023 - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou pagamentos no valor de R$ 4,4 milhões à Orleans Viagens e Turismo entre setembro de 2022 e setembro de 2023, conforme revelam dados oficiais do tribunal. A empresa é uma das citadas nas investigações da Operação "Farra do INSS", atualmente sob apuração da Polícia Federal e alvo de requisição de quebra de sigilo pela CPMI do INSS.

O contrato, firmado em setembro de 2022, tinha como objeto a prestação de serviços de emissão de passagens aéreas, montagem de roteiros e emissão de seguro-viagem para o STF. À época, a Corte se manifestou para negar fake news que circulavam afirmando que a empresa custeava passagens de ministros para eventos em Nova York.

A Orleans Viagens ganhou notoriedade nacional após ser mencionada nas investigações da PF que apuram desvios de recursos da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares (Contag), uma das entidades com convênios suspensos com o INSS. De acordo com a PF, a agência de turismo recebeu repasses de R$ 5,2 milhões da Contag, valores considerados "exorbitantes" e sem "aparente justificativa ou vínculo com a entidade".

A investigação destacou ainda que a Orleans é proprietária de 12 veículos de alto padrão – incluindo um Porsche 911, Dodge Ram Rampage e Volvo XC60 –, a maioria de aquisição recente. Um relatório do Coaf apontou movimentação financeira incompatível com o faturamento declarado pela empresa.

Diante das suspeitas, o senador Izalci Lucas (PL-DF) requereu a quebra de sigilos bancário e fiscal da Orleans Viagens e Turismo na CPMI do INSS, cobrando maiores explicações sobre a origem e o destino dos recursos recebidos tanto do STF quanto da Contag. O caso segue em investigação.