PF apreende Ferrari, carro de F1 e obras de arte em nova fase da Operação Sem Desconto
Entre itens apreendidos está veículo de ex-sócio de Nelson Wilians, que também foi alvo de mandados de busca e apreensão
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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) a Operação Cambota, desdobramento da já conhecida Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), está cumprindo 15 mandados judiciais, sendo duas prisões preventivas e 13 buscas e apreensões nos estados de São Paulo e no Distrito Federal.
A operação tem como foco investigar crimes de obstrução da justiça, incluindo impedimento ou embaraço à investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio. Segundo as investigações, parte dos investigados estaria atuando para dificultar o andamento das apurações do caso principal, que já identificou um prejuízo de bilhões de reais aos cofres públicos.
Os mandados estão sendo distribuídos entre o Distrito Federal (6 buscas) e São Paulo (7 buscas), incluindo também a apreensão de materiais em um Ministério Público em São Paulo e outro no Distrito Federal. A operação representa mais uma etapa no combate a uma das maiores fraudes já investigadas contra o sistema previdenciário brasileiro, que vitimou milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.
Apreensões
Durante a operação foram realizadas apreensões de alto valor, incluindo uma Ferrari vermelha, a réplica de um carro de Fórmula 1 e diversas obras de arte.
A Ferrari foi apreendida com Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, ex-sócio de Nelson Wilians. O caso, que ficou conhecido como "Farra do INSS", envolve um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos entre 2019 e 2024, com descontos indevidos em benefícios de aposentadoria.
A operação investiga crimes de obstrução da justiça, incluindo impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio. As investigações apontam que suspeitos estariam tentando dificultar as apurações do caso principal, que já identificou milhares de vítimas em todo o país.