Tribunal de Roma mantém prisão de Carla Zambelli e rejeita argumentos de dificuldades financeiras e problemas de saúde
Justiça italiana afirma que deputada condenada pelo STF tem meios para tentar fuga com ajuda de "pessoas ricas e influentes"; perícia oficial descarta gravidade em seu estado de saúde
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O Tribunal de Roma manteve a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ao rejeitar os argumentos da defesa sobre supostas dificuldades financeiras que impediriam uma tentativa de fuga. De acordo com a corte italiana, embora a parlamentar e seu cônjuge tenham as contas bancárias bloqueadas, as condições atuais poderiam permitir o uso de "recursos estratégicos" de maneira eficiente, com ajuda externa.
A decisão foi reforçada por entrevista concedida por Zambelli ao jornal La Repubblica antes de sua prisão, onde a deputada citou ter apoio de "pessoas ricas e influentes". Na mesma entrevista, Zambelli revelou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversou com o vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini sobre seu caso, e mencionou ter amigos em comum com Elon Musk.
A Justiça italiana também destacou que o perito judicial nomeado pelo Tribunal de Roma concluiu que a saúde da parlamentar não justifica a revogação da prisão. O laudo oficial descartou gravidade em suas condições médicas, incluindo depressão, taquicardia, síndrome de Ehlers-Danlos e diverticulose, afirmando que todas estão controladas com medicação e tratamento adequado.
Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho, após ficar foragida da Justiça brasileira. Recentemente, o STF a condenou a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo. Esta é sua segunda condenação no Supremo.