31 de julho de 2025
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Operação Carbono Oculto: Justiça de SP cita nomes de responsáveis pelos 19 postos de combustível investigados

Irmão de suposto líder do esquema é dono de sete dos estabelecimentos citados

Por Redação
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Operação investiga a infiltração da facção criminosa no setor de combustíveis - Foto: Reprodução

Pelo menos 19 postos de combustíveis foram citados nominalmente em decisões da Justiça de São Paulo relacionadas à Operação Carbono Oculto, a maior investida da história contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação investiga a infiltração da facção criminosa no setor de combustíveis, acusada de usar uma rede de mais de mil postos para lavagem de dinheiro do crime organizado.

De acordo com a Receita Federal, o esquema recebia dinheiro sujo em espécie ou por meio de maquininhas de cartão e depois o repassava para contas controladas pela organização criminosa.

Os postos e seus proprietários

Abaixo, a lista dos 19 postos citados, seus endereços conforme a Receita Federal e suas alegadas conexões com o esquema:

Sete postos pertencem a Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Hussein Mourad – apontado pela Justiça como ligado ao PCC e líder do esquema, sendo "fundamental para a expansão do grupo e para a blindagem patrimonial e lavagem de capitais".  São eles:

Auto Posto da Serra, em Morrinhos (GO)

Dois postos pertencem a Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza e Alexandre Motta de Souza, identificados como membros da organização e envolvidos em fraudes em bombas e adulteração de combustível:

Auto Posto Conceição, em Campinas (SP)

Auto Posto Boulevar XV São Paulo, em Praia Grande (SP)

Quatro postos são apontados como pertencentes a Renan Cepeda Gonçalves, descrito como "pessoa chave" por sua ligação com a Rede Boxter, grupo investigado por lavagem. Na Receita, o proprietário consta como Tharek Majide Bannout, alvo da operação e com suposta ligação com o PCC:

Auto Posto Yucatan, em Arujá (SP)

Auto Posto Azul do Mar, em São Paulo (SP)

Auto Posto Hawai e Auto Posto Maragogi, em Guarulhos (SP)

Auto Posto Texas, em Catanduva (SP), pertence a Gustavo Nascimento de Oliveira, citado como um dos "laranjas" do esquema.

Auto Posto Bixiga, em São Paulo (SP), é citado como destino de metanol usado na adulteração de combustíveis.

Auto Posto S3 Juntas, em São Paulo (SP), pertence a Ricardo Romano, "vinculado a atividades de lavagem de dinheiro e [que] possui conexões com o PCC”.

Auto Posto S-10 pertence, segundo a Justiça, a José Carlos Gonçalves, o "Alemão", que tem "ligações fartas com o PCC" e é suspeito de financiar o tráfico. Na Receita, tem como sócia a ACL Holding, também citada na investigação.

Auto Posto Elite de Piracicaba e Auto Posto Moska são apontados como de Armando Hussein Mourad. Na Receita, têm como dono Pedro Furtado Gouveia Neto, também alvo da operação.