31 de julho de 2025
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STF autoriza reforço policial na casa de Bolsonaro após PGR alertar para "risco de fuga"

Ministro Alexandre de Moraes determina vistoria em veículos e presença de agentes na área externa da residência do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar; medida visa coibir possibilidade de evasão

Por Redação
Publicado em
Ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou um reforço no policiamento na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A decisão, tomada neste sábado (30), atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou "risco concreto de fuga" do ex-chefe do Executivo. A medida inclui a presença de agentes na área externa da residência e vistorias detalhadas em todos os veículos que deixam o local.

Além do patrulhamento externo, Moraes determinou que os veículos — incluindo porta-malas — sejam inspecionados antes de saírem da propriedade. Todas as vistorias devem ser documentadas com detalhes como identificação dos carros, motoristas e passageiros, e os relatórios precisam ser enviados diariamente à Justiça. A decisão reforça as condições de vigilância sem autorizar a entrada de policiais dentro da casa, como havia sido sugerido em análises preliminares.

Em manifestação enviada ao STF na sexta-feira (29), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com o risco de fuga, mas considerou desnecessária a transferência de Bolsonaro para uma unidade prisional ou a invasão de sua privacidade residencial. Gonet defendeu apenas o reforço do monitoramento interno e externo, argumentando que a medida seria suficiente para garantir a fiscalização.

Moraes fundamentou sua decisão em um ofício da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, que alertou para "pontos cegos" na vigilância devido à existência de imóveis contíguos nas laterais e nos fundos da residência. O ministro destacou a necessidade de equilibrar a privacidade dos moradores com a efetividade da monitoração, evitando brechas que possam facilitar uma eventual fuga.

A medida ocorre em um contexto de crescente tensão entre o ex-presidente e o sistema de Justiça, marcado por operações recentes e investigações sobre supostos crimes políticos. O reforço na segurança visa assegurar o cumprimento integral da prisão domiciliar de Bolsonaro.