31 de julho de 2025
tristeza

Escritor Luis Fernando Verissimo morre aos 88 anos

Escritor gaúcho, autor de clássicos como "O Analista de Bagé", faleceu em Porto Alegre devido a complicações de uma pneumonia, deixando um legado de mais de 80 obras que marcaram gerações.

Por Redação
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Luis Fernando Verissimo morre aos 88 anos - Foto: Unesp/Divulgação

O Brasil perdeu um de seus maiores cronistas e humoristas. Luis Fernando Verissimo morreu na madrugada deste sábado (30), aos 88 anos, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O escritor estava internado na UTI desde o dia 11 de agosto lutando contra um caso grave de pneumonia. Verissimo, que já enfrentava problemas de saúde como mal de Parkinson, complicações cardíacas e um AVC em 2021, deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, e os três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana.

Filho do também consagrado escritor Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma carreira literária monumental, publicando mais de 80 títulos que se tornaram parte do imaginário nacional. Suas crônicas afiadas e seu humor inteligente conquistaram milhões de leitores. O estrondoso sucesso de "O Analista de Bagé", lançado em 1981 – cuja primeira edição esgotou em apenas uma semana –, consagrou-o como um dos autores mais populares e amados do país.

Sua versatilidade era uma de suas marcas. Muito mais que um escritor, Verissimo foi um multiartista: atuou como cartunista, tradutor, roteirista de TV, publicitário, dramaturgo e romancista. Em entrevista à TV Brasil, ele contou que descobriu sua vocação tardiamente, ao começar a trabalhar na redação do jornal Zero Hora, na década de 1960. A música era sua outra grande paixão; um amante dedicado do saxofone, ele mesmo expressou o desejo de ser lembrado não apenas por sua "obra", mas também "por um solo de saxofone, um blues bem acabado".

O legado de Verissimo é eternizado por um estilo único, marcado pelo bom humor, pela crítica social assertiva e por uma visão profunda das contradições humanas. Ele, que dizia que "a vida é uma grande piada" e aconselhava a não levá-la tão a sério, deixa um vazio irreparável na cultura brasileira.