31 de julho de 2025
decisão

STF mantém prisão de Robinho por estupro na Itália

Supremo Tribunal Federal rejeita recurso da defesa e confirma que ex-jogador deve cumprir no Brasil pena de 9 anos de prisão pela condenação no caso de violência sexual ocorrida em Milão

Por Redação
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma majoritária, manter a prisão do ex-jogador de futebol Robinho. O julgamento virtual, que começou na semana passada, foi encerrado nesta sexta-feira (29) com o placar de 10 votos a 1 a favor da manutenção da prisão do ex-atleta, que está detido desde março de 2023.

A condenação, de nove anos de prisão, foi originalmente proferida pela Justiça italiana pelo crime de estupro coletivo contra uma mulher, ocorrido em uma boate de Milão no ano de 2013. O caso no STF julgava um recurso da defesa de Robinho contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em março de 2024 homologou (validou) a sentença italiana e ordenou o início imediato do cumprimento da pena no Brasil.

A vasta maioria dos ministros do Supremo – Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques – votou pela manutenção da prisão. O único voto em desacordo foi do ministro Gilmar Mendes, que defendeu que a prisão só deveria ser executada após o esgotamento de todos os possíveis recursos contra a decisão do STJ.

Com a confirmação do STF, Robinho continua recluso no complexo penitenciário de Tremembé, no interior de São Paulo, onde cumpre a pena de nove anos de prisão determinada pela Justiça italiana e validada pelo sistema judiciário brasileiro.