A visita de Javier Milei à região de Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, foi interrompida às pressas quando opositores se dispuseram de pedras contra o presidente argentino.
Apoiadores do chefe do executivo do país vizinho entraram em confronto contra os manifestantes. Eles culpam peronistas pelos "ataques".
O evento contou com a presença de Maximiliano Bondarenko, candidato do partido de Milei, que teria sido atingido. O motorista do caminhão, sob proteção policial, acelerou para escapar da área.
Pouco antes da confusão, avier Milei falou pela primeira vez diretamente sobre o escândalo de vazamento de áudios que apontariam uma suposta corrupção na Agência Nacional para Pessoas com Deficiência.
Milei disse que são mentiras as afirmações atribuídas ao ex-diretor do órgão, Diego Spagnuolo, que trata de subornos na compra de medicamentos que envolvem a irmã do presidente, Karina Milei, secretária-geral da Presidência.
"Tudo o que ele diz é mentira, vamos levá-lo ao tribunal e provar que ele mentiu", disse o chefe de Estado em uma caravana de campanha aos ser consultado por um jornalista.
As gravações são atribuídas a Spagnuolo, que relata a existência de um sistema de cobrança de propinas na compra de remédios e próteses que favoreceria Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência argentina, e seu assessor mais próximo, Eduardo Lule Menem.