Atropelamento em parada LGBT+ de Berlim deixa um morto e ao menos 16 feridos; polícia investiga ataque
Autoridades identificaram um suspeito com ligações ao extremismo islamista, mas ele ainda é procurado; evento foi interrompido após o incidente
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Uma pessoa morreu e ao menos 16 ficaram feridas após um veículo atingir uma multidão durante a Parada do Orgulho LGBT+ de Berlim, na Alemanha, na noite de sábado (25). A polícia trata o caso como um possível atentado e informou que o principal suspeito tem ligações com a cena islamista da cidade.
O ataque ocorreu nas proximidades do parque Tiergarten, perto do Portão de Brandemburgo, onde era realizada a tradicional Christopher Street Day (CSD), considerada uma das maiores celebrações LGBTQIA+ da Europa. Após atingir diversas pessoas, o veículo colidiu contra uma árvore.
Segundo as autoridades, o suspeito foi identificado como Abdul B., cidadão alemão de 21 anos de origem libanesa, conhecido da polícia por vínculos com grupos islamistas. Até a última atualização, ele ainda não havia sido preso, e as investigações apuram se outras pessoas participaram da ação.
Entre os feridos, três permanecem em estado grave. A polícia também informou que parte das vítimas apresentava ferimentos por arma branca, mas ainda não esclareceu quantas lesões foram provocadas pelo atropelamento e quantas teriam sido causadas durante um possível ataque com faca.
O incidente levou ao cancelamento da programação da parada, que reuniu centenas de milhares de pessoas ao longo do dia. A apresentação que acontecia em frente ao Portão de Brandemburgo foi interrompida, e os participantes foram orientados a deixar a região.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o episódio como um ataque à sociedade alemã e afirmou que o caso será investigado "com o máximo rigor".