Abandono e descaso: cemitérios públicos de Rio Largo enfrentam sujeira, matagal e falhas de gestão
Sob a gestão do prefeito Carlos Gonçalves, aliado de Renan Filho, espaços públicos acumulam entulho, iluminação precária e falta de manutenção contínua
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A situação dos cemitérios públicos em Rio Largo/AL tem provocado indignação e constantes denúncias por parte dos moradores. Marcados pela falta de conservação, problemas estruturais e ausência de vigilância, os locais voltados aos sepultamentos e homenagens vivem em cenário de aparente abandono por parte do poder público municipal.
A administração dos espaços é de responsabilidade da Prefeitura de Rio Largo — atualmente sob a gestão do prefeito Carlos Gonçalves, importante aliado político do senador Renan Filho (MDB), pré-candidato ao Governo de Alagoas. As Secretarias Municipais de Infraestrutura e de Serviços Públicos respondem diretamente pela manutenção, segurança e zeladoria dessas áreas.
Durante vistoria realizada nos cemitérios da cidade, o cenário encontrado reuniu corredores cobertos por matagais, restos de comida, entulhos de construção civil e jazigos em avançado estado de deterioração. A falta de iluminação adequada e a proximidade excessiva entre as sepulturas inviabilizam o trânsito seguro de visitantes, gerando também forte preocupação sobre a segurança nos arredores.
No Cemitério São Lourenço, no bairro Lourenço de Albuquerque, o avanço da vegetação sem controle compromete as estruturas dos túmulos. Paralelamente, o Cemitério São José, localizado no antigo bairro da Cachoeira, expõe o descarte irregular de metralha na área externa, além de frascos e ferramentas abandonadas na parte interna.
Moradores da região relatam ainda a escassez de profissionais fixos, como zeladores, vigilantes e coveiros. De acordo com a comunidade, a força de trabalho acaba concentrada no Cemitério São Vicente, na Mata do Rolo, enquanto as demais unidades recebem equipes prioritariamente durante a realização de sepultamentos.
A população questiona a ausência de um cronograma contínuo de limpeza e cobra ações efetivas da atual gestão:
“Quando chega perto do Dia de Finados, em novembro, eles aparecem para fazer os consertos e limpar. Mas, é tudo fachada, porque no restante do ano fica desse jeito: sujo e abandonado”, desabafou um morador que preferiu não se identificar.
Os pedidos da população por serviços regulares de capinação, reparos e vigilância reforçam que o cuidado com os cemitérios vai além da infraestrutura urbana, tratando-se de uma obrigação de saúde pública e de respeito à memória dos falecidos e das famílias rio-larguenses. As secretarias municipais foram procuradas para se manifestar sobre os problemas relatados, mas não enviaram resposta.



