Renan Santos intensifica ataques e diz que Flávio Bolsonaro está isolado
Pré-candidato do Missão afirma que Flávio perdeu apoio do Centrão, do agronegócio, do mercado financeiro e de setores religiosos
Publicado em
Um dia depois de pedir publicamente a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da corrida presidencial, o pré-candidato Renan Santos, do Partido Missão, voltou a atacar o adversário nesta quinta-feira (23/7). Desta vez, o foco foi o que ele descreve como um isolamento político cada vez maior do senador.
Segundo Renan, o problema de Flávio não se resume à distância do Centrão. Para o pré-candidato, outros setores considerados essenciais para viabilizar uma campanha presidencial também estariam se afastando do senador, entre eles o mercado financeiro, o agronegócio e lideranças religiosas.
"O agronegócio não está com o Flávio, o setor religioso não está com o Flávio e o mercado financeiro também não. O Flávio vai para a eleição sozinho. Ele e Daniel Vorcaro."
A menção a Vorcaro, controlador do Banco Master, reforça a estratégia que Renan já vinha adotando em declarações anteriores, associando o nome de Flávio às investigações que envolvem o empresário.
"Campanha do medo", diz Renan sobre estratégia do adversário
Além de questionar as alianças políticas de Flávio, Renan também criticou a forma como o senador vem conduzindo sua pré-campanha. Na avaliação dele, faltam propostas concretas, e o discurso do adversário estaria centrado em explorar o receio de parte da população em relação à permanência do PT no poder.
"Quem sobra são algumas poucas pessoas que foram ludibriadas por ele, especialmente idosos, e algumas pessoas que trabalham em atividades produtivas e têm muito medo da continuidade do PT. A campanha do Flávio é uma campanha do medo. Ele não propõe nada de útil e fica dizendo: 'Olha, o Lula vai permanecer'. No fim das contas, ele é o nome perfeito para o Lula continuar no poder."
Com a fala, Renan reforça o tom de disputa direta que vem travando com Flávio Bolsonaro dentro do campo de oposição ao governo Lula, ao mesmo tempo em que tenta se posicionar como uma alternativa mais consistente para liderar esse grupo político na corrida presidencial.