31 de julho de 2025
CASO MASTER

Flávio Bolsonaro nega ter recebido dinheiro de empresa ligada ao Banco Master

Escritório do senador emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil para a Copenhagen, mas cancelou os documentos

Por Redação
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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Foto:

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, negou ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria, empresa que manteve relações financeiras com o Banco Master. A declaração foi divulgada nesta quarta-feira (22), após a repercussão de duas notas fiscais emitidas pelo escritório de advocacia do parlamentar.

Os documentos, no valor de R$ 500 mil cada, foram emitidos em 7 de abril de 2025, mas posteriormente cancelados. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que chegou a avaliar uma prestação de serviço para a Copenhagen, porém não aceitou o trabalho e não recebeu o dinheiro.

A Copenhagen teve como diretor Artur Figueiredo, gestor ligado à Trustee DTVM. Tanto Figueiredo quanto a administradora de fundos são citados pela Polícia Federal como suspeitos de participação nas fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro.

Dois dias depois do cancelamento das notas destinadas à Copenhagen, o escritório de Flávio emitiu uma nova nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, para a empresa Contábil Correa. O documento, registrado em 9 de abril de 2025, descreve a prestação de serviços de “assessoria jurídica”.

Flávio confirmou o trabalho para a Contábil Correa e classificou a relação como legal e privada. Segundo o senador, os serviços advocatícios foram efetivamente prestados à empresa.

As duas companhias tiveram, em períodos diferentes, o mesmo administrador: Rogério Lourenço Novo. Ele assumiu a direção da Copenhagen em setembro de 2025, cerca de cinco meses após a emissão das notas, substituindo Artur Figueiredo.

Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de operar um esquema de emissão de notas fiscais falsas por meio de empresas de fachada para sonegação de impostos. A fraude investigada, ocorrida entre 2013 e 2015, foi estimada em mais de R$ 100 milhões, mas o caso acabou arquivado.

A CNN informou que não conseguiu confirmar a existência de investigação específica contra a Contábil Correa ou relacionada à emissão e ao cancelamento das notas fiscais pelo escritório do senador.

Em nota, a Trustee DTVM declarou que não tinha influência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre eventuais pagamentos ou negociações envolvendo a empresa e o Banco Master. Os demais citados foram procurados pela reportagem.