Estudo sugere que corpo humano poderia viver até 156 anos em condições ideais
Pesquisa aponta que mutações acumuladas no DNA seriam um dos principais fatores que limitam a longevidade humana
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Uma pesquisa publicada na revista científica npj Aging, do grupo Nature, sugere que o corpo humano teria potencial biológico para viver cerca de 156 anos, caso os principais fatores do envelhecimento fossem eliminados. O estudo foi divulgado em 25 de junho e analisou o impacto das mutações que se acumulam no DNA ao longo da vida.
Segundo os pesquisadores, este é o primeiro trabalho a estimar um limite para a longevidade humana considerando exclusivamente as chamadas mutações somáticas, alterações permanentes que surgem nas células durante o envelhecimento.
Essas mutações se acumulam naturalmente com o passar dos anos e não podem ser revertidas pelos tratamentos atualmente disponíveis. O impacto é considerado mais significativo em células que praticamente não são substituídas pelo organismo, como neurônios e células do músculo cardíaco.
Para chegar à estimativa, os cientistas utilizaram como base um indivíduo de 30 anos residente na Suíça, escolhido por representar uma população com boa expectativa de vida e baixa taxa de mortalidade.
Em simulações teóricas que desconsideram os processos de envelhecimento, o organismo poderia sobreviver por períodos extremamente longos. No entanto, quando as mutações somáticas são incluídas nos cálculos, a expectativa máxima de vida cai para aproximadamente 156 anos.
Os autores destacam que o objetivo da pesquisa não é prever que seres humanos passarão a viver esse tempo, mas compreender quais mecanismos do envelhecimento mais comprometem a saúde ao longo da vida.
Segundo o estudo, futuras terapias capazes de reparar ou substituir neurônios e outras células danificadas poderão ser fundamentais para ampliar a longevidade humana, embora esse cenário ainda dependa de avanços científicos.