31 de julho de 2025
LONGEVIDADE

Estudo sugere que corpo humano poderia viver até 156 anos em condições ideais

Pesquisa aponta que mutações acumuladas no DNA seriam um dos principais fatores que limitam a longevidade humana

Por Redação
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Pesquisa aponta que mutações acumuladas no DNA seriam um dos principais fatores que limitam a longevidade humana - Foto: Lucy Lambriex/ Getty Images

Uma pesquisa publicada na revista científica npj Aging, do grupo Nature, sugere que o corpo humano teria potencial biológico para viver cerca de 156 anos, caso os principais fatores do envelhecimento fossem eliminados. O estudo foi divulgado em 25 de junho e analisou o impacto das mutações que se acumulam no DNA ao longo da vida.

Segundo os pesquisadores, este é o primeiro trabalho a estimar um limite para a longevidade humana considerando exclusivamente as chamadas mutações somáticas, alterações permanentes que surgem nas células durante o envelhecimento.

Essas mutações se acumulam naturalmente com o passar dos anos e não podem ser revertidas pelos tratamentos atualmente disponíveis. O impacto é considerado mais significativo em células que praticamente não são substituídas pelo organismo, como neurônios e células do músculo cardíaco.

Para chegar à estimativa, os cientistas utilizaram como base um indivíduo de 30 anos residente na Suíça, escolhido por representar uma população com boa expectativa de vida e baixa taxa de mortalidade.

Em simulações teóricas que desconsideram os processos de envelhecimento, o organismo poderia sobreviver por períodos extremamente longos. No entanto, quando as mutações somáticas são incluídas nos cálculos, a expectativa máxima de vida cai para aproximadamente 156 anos.

Os autores destacam que o objetivo da pesquisa não é prever que seres humanos passarão a viver esse tempo, mas compreender quais mecanismos do envelhecimento mais comprometem a saúde ao longo da vida.

Segundo o estudo, futuras terapias capazes de reparar ou substituir neurônios e outras células danificadas poderão ser fundamentais para ampliar a longevidade humana, embora esse cenário ainda dependa de avanços científicos.