Messi diz que argentinos sofrem com situação econômica e Milei rebate
Em entrevista ao canal TyC Sports, o camisa 10 ressaltou o papel social da seleção argentina em levar um acalento à população diante das graves dificuldades financeiras
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A poucas horas de entrar em campo na grande decisão da Copa do Mundo de 2026, o craque Lionel Messi dividiu os holofotes do futebol com o cenário político e econômico de seu país. Em entrevista ao canal TyC Sports, o camisa 10 ressaltou o papel social da seleção argentina em levar um acalento à população diante das graves dificuldades financeiras enfrentadas no cotidiano.
"Sabemos que as Copas do Mundo são especiais para nós e nos esquecemos de tudo de ruim que temos que passar. Há pessoas que passam por momentos difíceis, que não têm trabalho, que não chegam ao fim do mês ou que vivem lutando", desabafou o capitão argentino.
A declaração gerou forte repercussão imediata, sendo interpretada por torcedores e analistas como uma crítica velada à gestão do presidente Javier Milei.
Governo Milei responde e culpa gestões anteriores
Diante do impacto das declarações, o presidente Javier Milei emitiu uma nota oficial respondendo ao jogador, a quem fez questão de elogiar publicamente, chamando-o de “o melhor jogador de futebol da história”.
No comunicado, o governo concordou com o diagnóstico social feito pelo atleta, mas aproveitou para direcionar a responsabilidade da crise aos governos de oposição vinculados ao kirchnerismo, que comandaram o país na maior parte das últimas duas décadas. "Sobre as palavras do melhor jogador de futebol da história, Lionel Messi, de que há pessoas que estão passando por dificuldades, isso é totalmente verdade. Duas décadas de decadência kirchnerista não podem ser apagadas em 24 meses", justificou o texto oficial.
Milei também rechaçou rumores e notícias que circulavam na imprensa local de que teria ficado irritado com os comentários feitos pelo ídolo da seleção antes da partida decisiva contra a Espanha.