Corpo de cozinheira desaparecida é encontrado em mata; patroa segue presa por suspeita de homicídio
Vítima de 60 anos estava desaparecida desde junho; perícia encontrou vestígios de sangue em caminhonete da empresária investigada
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A Polícia Civil confirmou neste sábado (18) que o corpo encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ) é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o fim de junho, após deixar o trabalho em Ubatuba, no litoral de São Paulo.
A identificação foi feita por um dos filhos da vítima na noite de sexta-feira (17). O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido a exames periciais para auxiliar na investigação.
A principal suspeita do crime é a empresária Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, ex-patroa da cozinheira. Ela está presa temporariamente e é investigada por suspeita de homicídio.
O corpo foi localizado em uma área de mata na região de Serra d'Água, às margens da Estrada de Lídice. A retirada exigiu uma operação conjunta da Polícia Civil, do Grupo de Pronta Resposta do 3º Batalhão de Ações Especiais (3º BAEP) e do Corpo de Bombeiros, devido ao difícil acesso ao local.
Segundo os investigadores, o ponto onde a vítima foi encontrada coincide com o trajeto percorrido pela caminhonete da empresária, monitorado durante as investigações.
A suspeita contra a mulher ganhou força após a Polícia Científica identificar vestígios de sangue no veículo. Inicialmente, cães farejadores apontaram possíveis sinais no automóvel. Em seguida, peritos utilizaram luminol, substância capaz de revelar vestígios de sangue invisíveis a olho nu, encontrando maior concentração no banco do passageiro.
Os exames laboratoriais ainda estão em andamento e deverão contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte.
A empresária deverá prestar um novo depoimento à Polícia Civil nos próximos dias, dando continuidade às investigações.
Berenice estava desaparecida desde que deixou o trabalho em Ubatuba. Durante a apuração do caso, familiares divulgaram conversas com a patroa, que afirmou ter encerrado o vínculo de trabalho com a cozinheira, pago uma rescisão de R$ 2,6 mil e a deixado em um ponto de ônibus.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e a eventual responsabilidade da suspeita.