31 de julho de 2025
BAHIA

PF desarticula grupo suspeito de fraudar R$ 424 mil da Caixa com documentos falsos

Operação Versão Brasileira cumpre mandados em Salvador e investiga esquema de abertura de contas fraudulentas, empréstimos consignados e lavagem de dinheiro

Por Redação
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Policiais federais cumprem mandados durante a Operação Versão Brasileira, que investiga fraudes de mais de R$ 424 mil contra a Caixa Econômica Federal. - Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Versão Brasileira para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes contra a Caixa Econômica Federal por meio da utilização de documentos falsificados e identidades falsas. Segundo as investigações, o esquema provocou um prejuízo superior a R$ 424 mil à instituição financeira.

A operação é realizada em conjunto com o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Geaco), do Ministério Público da Bahia, e conta com o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa.

Por determinação da 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia, os policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão em Salvador.

Como funcionava o esquema

De acordo com a investigação, os integrantes do grupo utilizavam documentos falsificados e dados de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal. Com as contas criadas de forma fraudulenta, os suspeitos contratavam empréstimos consignados em nome das vítimas sem autorização.

Até o momento, a Polícia Federal identificou pelo menos cinco contas bancárias abertas com documentação falsa e utilizadas para viabilizar as fraudes.

As investigações também apontam que parte do dinheiro obtido ilegalmente foi convertida em moeda estrangeira por meio de corretoras de câmbio, movimentação que levantou suspeitas da prática de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional.

Crimes investigados

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa possuía integrantes com funções específicas em cada etapa do esquema, desde a obtenção e utilização de identidades falsas até a movimentação dos recursos e a ocultação da origem do dinheiro.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

A PF informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e verificar se existem novas vítimas do esquema.