31 de julho de 2025
política

Valdemar nega participação em indicações de emendas após decisão do STF

Presidente do PL afirma que responsabilidade cabe aos líderes partidários e contesta investigação que apura supostas irregularidades

Por Redação
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Documentos, planilhas e mensagens apreendidos durante a investigação indicam que Valdemar teria exercido influência sobre a distribuição de recursos por meio de servidores da Câmara. - Foto: Divulgação

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou ter atuado diretamente na indicação de emendas parlamentares, após ser citado em uma investigação da Polícia Federal que resultou em uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado sobre a conclusão da PF de que teria influenciado a destinação de recursos mesmo sem exercer mandato parlamentar, Valdemar afirmou que as indicações são realizadas pelos líderes da legenda. 

"Não. Quando temos cidades pequenas que não têm representação em Brasília, o líder do partido é quem faz", declarou.

A decisão do STF integra os desdobramentos da Operação Transparência, que apura possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares.

Segundo a Polícia Federal, documentos, planilhas e mensagens apreendidos durante a investigação indicam que Valdemar Costa Neto teria exercido influência sobre a distribuição de recursos por meio de servidores da Câmara dos Deputados, embora não ocupe cargo eletivo.

Os investigadores apontam que deputados apareciam formalmente como autores das emendas, enquanto as escolhas sobre a destinação dos recursos seriam feitas nos bastidores. A defesa do presidente do PL nega qualquer irregularidade.

Na decisão, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto até o limite de R$ 119,2 milhões, medida que busca assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos caso sejam confirmadas irregularidades.

O magistrado também ordenou a suspensão da execução das emendas identificadas pela Polícia Federal e solicitou à Câmara dos Deputados o envio de toda a documentação referente à tramitação desses recursos.

A Operação Transparência foi deflagrada em dezembro de 2025 para investigar possíveis fraudes na destinação de emendas parlamentares e o cumprimento das regras de transparência e rastreabilidade estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal.