Condenado por importunação, irmão de Virginia diz: "O importunado foi eu"
William Gusmão publicou vídeos nas redes sociais, negou as acusações e afirmou que ainda recorrerá da decisão do Tribunal de Justiça de Goiás
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William Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, publicou uma série de vídeos nas redes sociais na noite de quinta-feira (9) para comentar a decisão da Justiça que o condenou por importunação sexual. Nas gravações, ele negou ter cometido o crime, contestou a versão apresentada pela vítima e afirmou que irá recorrer da condenação.
Segundo William, a mulher identificada como Rauriceia Martins da Costa teria provocado situações para que ele tivesse algum contato físico com ela durante uma festa. Ele afirmou que tirou fotos com a jovem, mas negou ter tocado em seu corpo. Ainda de acordo com seu relato, a mulher teria passado a ofender sua mãe e sua irmã com a intenção de provocar uma reação.
Nos vídeos, William declarou que percebeu a situação e evitou qualquer contato físico. Ele afirmou que permaneceu com os braços abertos para não tocar na mulher e disse que ela teria retornado outras vezes durante o evento na tentativa de provocar uma reação.
O empresário também afirmou que, em sua avaliação, foi ele quem sofreu a importunação. Segundo William, havia seguranças no local e a mulher não teria procurado nenhum deles para relatar o caso, concentrando-se em fazer gravações durante o evento.
O caso teve início após dois episódios registrados durante a festa Revoada, realizada em abril de 2023, no município de Jussara, em Goiás. Rauriceia Martins da Costa denunciou William Pimenta Gusmão por importunação sexual após pedir uma foto com ele durante o evento.
Em setembro de 2023, o Ministério Público de Goiás apresentou denúncia contra William, que passou à condição de réu em dezembro do mesmo ano. Em fevereiro de 2025, a Justiça absolveu o empresário por entender que não havia elementos suficientes para uma condenação. A vítima recorreu da decisão, levando o processo para nova análise pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.
Na sessão realizada nesta semana, os desembargadores reformaram parte da sentença e condenaram William pelo primeiro episódio descrito na denúncia, mantendo a absolvição em relação ao segundo fato. O entendimento adotado pelo colegiado foi diferente da manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça, que havia defendido a manutenção da absolvição.
Em nota, a defesa de William informou que a decisão ainda não é definitiva por se tratar do julgamento de um recurso apresentado pelos assistentes de acusação. Os advogados afirmaram que ainda cabem recursos aos tribunais superiores e informaram que irão utilizar os instrumentos previstos na legislação para contestar a condenação.