31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Operações contra aliados do PL aumentam pressão sobre pré-campanha de Douglas Ruas ao governo do Rio

Prisões e investigações envolvendo nomes ligados ao partido e à gestão Cláudio Castro elevam tensão nos bastidores e dificultam articulações para as eleições de 2026

Por Redação
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Operações envolvendo aliados do PL aumentam a pressão sobre a pré-campanha de Douglas Ruas ao Governo do Rio de Janeiro. - Foto: Thiago Lontra/ALERJ

A sucessão de operações da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro contra aliados do PL e integrantes da gestão do ex-governador Cláudio Castro tem provocado preocupação nos bastidores da pré-campanha do deputado estadual Douglas Ruas (PL) ao Governo do Rio de Janeiro. Integrantes da federação formada por União Brasil e PP, que apoia a candidatura, avaliam que o avanço das investigações pode ampliar o desgaste político da chapa e comprometer a estratégia para as eleições de 2026.

O clima de apreensão aumentou nesta semana após o Ministério Público do Rio de Janeiro prender investigados ligados a um suposto esquema de desvios no Instituto Rio Metrópole (IRM). Entre os alvos está Maurício Knoploch, diretor de Planejamento e Projetos do órgão e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL).

Dias antes, o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), indicado para disputar uma das vagas ao Senado na chapa de Douglas Ruas, foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

As investigações também atingiram, anteriormente, o ex-governador Cláudio Castro (PL), que desistiu da candidatura ao Senado após ser alvo de apurações relacionadas ao Banco Master e à antiga Refinaria de Manguinhos. Com a saída de Castro da disputa, a vaga do PL ao Senado permanece indefinida.

Nos bastidores da aliança, lideranças políticas avaliam que novas operações envolvendo ex-integrantes do governo estadual podem gerar novos desgastes. Segundo relatos publicados pelo Metrópoles, dirigentes da federação acreditam que o cenário dificulta a consolidação da candidatura de Douglas Ruas, que ainda busca ampliar seu conhecimento junto ao eleitorado fluminense.

Além das investigações, a indefinição da chapa majoritária também preocupa os partidos aliados. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não anunciou quem substituirá Cláudio Castro na disputa ao Senado. Entre os nomes cotados aparecem os senadores Carlos Jordy (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ).

Paralelamente, dirigentes do PL, União Brasil e PP defendem que Márcio Canella também deixe a disputa ao Senado após a operação da Polícia Federal. Caso isso ocorra, caberá ao União Brasil indicar um novo nome para compor a chapa.

Enquanto enfrenta dificuldades internas, Douglas Ruas também tenta superar o baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Segundo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) lidera a corrida ao Palácio Guanabara com 54,2% das intenções de voto, enquanto Douglas Ruas aparece com 14,6%.

Aliados do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) reconhecem que o avanço das investigações tornou o cenário eleitoral mais delicado e avaliam que a definição da chapa e a estabilização do ambiente político serão fundamentais para a continuidade da campanha.