31 de julho de 2025
levantamento

Alagoas soma mais de 2 mil casos de violência contra mulheres só no primeiro semestre de 2026

Número cresceu em relação ao ano passado, mas o que mais preocupa é outro dado: das mais de 2 mil violações, apenas 280 viraram denúncia formal

Por Redação
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Alagoas registra mais de 2 mil casos de violência contra mulheres no primeiro semestre de 2026 - Foto: Reprodução

Entre janeiro e junho deste ano, Alagoas registrou 2.143 violações contra mulheres, segundo dados do Painel do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. É um aumento de 0,7% comparado ao mesmo período de 2025, quando foram 2.126 casos.

Mas o número que realmente chama atenção nesse levantamento não é esse. É a distância enorme entre a quantidade de violações registradas e o número de denúncias que de fato chegam às autoridades. No mesmo período, apenas 280 protocolos foram formalizados junto à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Vale lembrar que um único protocolo pode reunir mais de uma denúncia relacionada à mesma situação, o que torna essa diferença ainda mais expressiva.

Por que denunciar faz tanta diferença

Especialistas reforçam que comunicar esses casos às autoridades é uma das formas mais efetivas de proteger quem está sofrendo violência e responsabilizar quem pratica. É a denúncia que abre caminho pra medidas protetivas, pra acesso a serviços de acolhimento e, de forma mais ampla, ajuda a prevenir que a situação se repita ou piore.

Além disso, quem procura ajuda pode contar com assistência jurídica, atendimento psicológico, acompanhamento na área da saúde e suporte especializado pra lidar com as consequências que a violência deixa.

Onde buscar ajuda em Alagoas

Em situações de risco imediato, a orientação é ligar direto pro 190, da Polícia Militar. Se a vítima não conseguir falar abertamente durante a ligação, existe uma alternativa conhecida: simular um pedido de delivery, um jeito discreto de sinalizar que está em perigo sem chamar atenção de quem está por perto.

Também é possível denunciar pelo Disque 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o Brasil. E há ainda a opção de ir presencialmente a uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde dá pra pedir medidas protetivas de urgência e já iniciar o processo de investigação.