31 de julho de 2025
decisão judicial

Justiça solta dois suspeitos por falta de provas na morte de jovem em rope jump em Limeira (SP)

Segundo informações apuradas, o Ministério Público não encontrou indícios suficientes de autoria para indiciar a dupla.

Por Redação
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Segundo informações apuradas, o Ministério Público não encontrou indícios suficientes de autoria para indiciar a dupla. - Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo revogou a prisão temporária e soltou, nesta quarta-feira (8), João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, suspeitos que estavam detidos desde o dia 20 de junho pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. A jovem de 19 anos faleceu após ser lançada sem cordas durante um salto de rope jump em uma ponte na cidade de Limeira, no interior paulista. Segundo informações da CNN Brasil, o Ministério Público não encontrou indícios suficientes de autoria para indiciar a dupla.

Em contrapartida, a Justiça negou liberdade e manteve na prisão outros quatro investigados que foram formalmente denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP): Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dossantos Gonçalves.

O trio de instrutores (Luís Felipe, Maicon e Vitor) foi denunciado por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo o MP, as investigações apontam que eles atuaram diretamente no arremesso da jovem e tinham plena consciência dos riscos, mas negligenciaram as checagens básicas de segurança. Já Evelyne, responsável pela logística e comercialização dos saltos, responderá por homicídio e por fraude processual, sob a acusação de tentar sumir com a câmera presa ao corpo da vítima para obstruir o trabalho da polícia. Ao todo, oito pessoas foram investigadas, e o MP arquivou o processo de outros dois homens.

Relembre o caso


Maria Eduarda Rodrigues de Farias contratou a empresa para realizar o salto de rope jump, mas sofreu uma queda livre fatal ao ser jogada da ponte sem estar conectada ao cabo de segurança. Testemunhas filmaram o momento da tragédia e o desespero das pessoas ao redor ao notarem o erro no procedimento. Pessoas no local tentaram realizar manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a jovem não resistiu e morreu na hora em decorrência de um quadro de politraumatismo.