Durigan defende antecipar fiscalização do BC sobre fintechs
Ministro da Fazenda afirma que instituições financeiras digitais têm sido usadas em esquemas de lavagem de dinheiro e movimentação de recursos de bets ilegais.
Publicado em
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a antecipação da fiscalização do Banco Central (BC) sobre as fintechs que operam no Brasil. Segundo ele, é necessário acelerar a inclusão dessas instituições no sistema de supervisão para evitar o uso do setor em atividades ilegais.
Durigan afirmou que parte das fintechs vem sendo utilizada por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e também para movimentação de valores ligados a plataformas de apostas ilegais. Na avaliação do ministro, houve uma expansão do mercado sem que todas as instituições recebessem o acompanhamento necessário.
“É preciso fazer esse esforço de antecipar quando essas fintechs vão estar debaixo da supervisão do Banco Central”, declarou.
O ministro citou investigações recentes que apontaram o uso de instituições de pagamento e empresas de fachada em esquemas financeiros. Entre os casos mencionados está a Operação Carbono Oculto, que identificou uma rede utilizada para ocultar movimentações de recursos ilícitos.
Outra preocupação do governo é o uso de fintechs para operações envolvendo bets ilegais. Como medida de combate, o Ministério da Fazenda editou uma norma que prevê o bloqueio preventivo de recursos financeiros de empresas de apostas que atuam de forma irregular. Até o momento, 37 fintechs foram notificadas.
Durigan também criticou o modelo adotado nos últimos anos para a expansão das fintechs, afirmando que a abertura do mercado ocorreu sem o devido acompanhamento regulatório. Segundo ele, o fortalecimento da supervisão do Banco Central é necessário para garantir mais segurança ao sistema financeiro.