31 de julho de 2025
esporte

Campeão mundial com a França critica Seleção Brasileira: "Dá vontade de vomitar"

Youri Djorkaeff afirmou que o Brasil perdeu qualidade técnica, criticou o desempenho diante da Noruega

Por Redação
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Youri Djorkaeff, campeão mundial com a França em 1998, é embaixador da Fifa durante a Copa do Mundo 2026. - Foto: Reprodução/X_@youridjorkaef

O ex-atacante francês Youri Djorkaeff fez duras críticas ao desempenho da Seleção Brasileira após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Campeão mundial em 1998 e da Eurocopa em 2000 com a França, ele afirmou que o Brasil representa a perda de qualidade técnica do futebol moderno e disse que assistir à equipe "dá vontade de vomitar".

As declarações foram feitas durante participação no programa After Foot, da rádio francesa RMC.

Ao comentar o atual cenário do futebol, Djorkaeff afirmou que os clubes já não revelam jogadores com o mesmo talento técnico de gerações anteriores e usou a Seleção Brasileira como exemplo. 

"Acho que perdemos muita qualidade. Os jovens precisam ter a oportunidade de se expressar nos clubes, porque não existem mais jogadores tecnicamente talentosos. Você viu Brasil x Noruega? Dá vontade de vomitar assistindo àquela seleção brasileira. É o Neymar, aos 34 anos, que não joga há cinco anos, quem ainda cria alguma coisa no fim. Mas onde estão os brasileiros tecnicamente talentosos? Não vão me vender o Paquetá nem ninguém. É um absurdo", afirmou.

O ex-jogador também criticou a atuação defensiva do Brasil no segundo gol da Noruega, marcado por Erling Haaland. Segundo ele, os defensores deram tempo e espaço para o atacante dominar a bola antes da finalização. 

"Durante o jogo Brasil x Noruega, no segundo gol, o Haaland domina a bola com muito tempo e muito espaço antes de finalizar. Antes, os defensores estariam muito mais próximos do atacante", disse.

Djorkaeff ainda comentou uma oportunidade desperdiçada por Endrick quando o placar ainda estava empatado em 0 a 0. Para ele, a jogada evidenciou a diferença entre a nova geração e antigos craques da Seleção. 

"Endrick apenas empurrou a bola quando estava completamente livre. Se fosse o Ronaldo, ele teria passado pelo goleiro e colocado a bola no fundo da rede", declarou.

Na análise do ex-atacante francês, a Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada pelo protagonismo de goleiros e atacantes, enquanto meio-campistas e defensores não têm apresentado o mesmo nível técnico de outras edições.

 "Esta Copa do Mundo é a Copa das estrelas, dos atacantes e dos goleiros. Não vamos nos lembrar de nenhum meio-campista ou zagueiro", concluiu.