31 de julho de 2025
INVESTIGAÇÃO

Tio-avô suspeito de matar menino de 6 anos nega crime e afirma não se lembrar do caso

Polícia Civil confrontou depoimento do investigado com imagens que mostram o homem acompanhando a criança até o local onde o corpo foi encontrado

Por Redação
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Suspeito foi levado para a sede da DHPP, em Maceió, onde permanece à disposição da Justiça. - Foto: Reprodução

O tio-avô apontado pela Polícia Civil como principal suspeito da morte de um menino de 6 anos em Maceió negou envolvimento no crime durante depoimento prestado nesta terça-feira (7). Emanuel Vicente, de 46 anos, afirmou aos investigadores que não se recordava do que teria acontecido.

A criança, identificada como Peterson Ykaro Gomes Cardoso, foi encontrada morta na noite de segunda-feira (6), em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária. O suspeito foi preso na manhã seguinte, na região da Usina Utinga Leão, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Emanuel negou qualquer participação no homicídio durante o interrogatório. A versão, porém, é analisada pelos investigadores diante de imagens de câmeras de segurança obtidas durante a apuração.

Os registros mostram o suspeito caminhando ao lado da criança no mesmo terreno onde o corpo foi localizado, no dia e horário em que Peterson desapareceu. Conforme a investigação, as imagens indicam que, por volta das 18h53, Emanuel aparece à frente do menino, que seguia logo atrás.

Em determinado momento, a criança cai no caminho, se levanta e continua andando, sem receber auxílio do homem, segundo a polícia.

Cerca de 40 minutos depois, às 19h34, as câmeras registraram Emanuel retornando sozinho pelo trajeto. Nas imagens, ele aparece com uma mochila nas costas e carregando objetos que aparentam ser sacolas plásticas nas mãos.

Após a prisão, o suspeito foi levado para a sede da DHPP, em Maceió, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da morte. Uma das linhas de apuração considera a possibilidade de violência sexual contra a criança, mas os exames realizados pela Polícia Científica serão responsáveis por confirmar ou descartar essa hipótese. A causa da morte também continua sendo investigada.