Senadora liga ex-secretário e ex-governador a decretos que facilitaram a máfia dos combustíveis
Na publicação, Eudócia também afirma que decretos estaduais teriam sido utilizados para transformar Alagoas em um ponto de entrada de combustíveis, dificultando a fiscalização da Receita Federal
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A senadora Dra. Eudócia (PL-AL) voltou a associar o ex-governador de Alagoas e senador Renan Filho, e o ex-secretário da Fazenda George Santoro às investigações sobre um esquema criminoso no mercado de combustíveis investigado pela Polícia Federal.
Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (7), após a deflagração da sexta fase da Operação Unha e Carne pela PF, a parlamentar afirmou que “o cerco está fechando” para os dois e alegou que decretos editados durante a gestão de Renan Filho teriam facilitado a atuação de uma organização criminosa.
“O cerco está fechando para um ex-secretário da Fazenda de Alagoas, que é do Rio, atual ministro dos Transportes, e para o ex-governador Renan Calheiros Filho. Eles são sócios da máfia dos combustíveis”, escreveu a senadora.
Na publicação, Eudócia também afirma que decretos estaduais teriam sido utilizados para transformar Alagoas em um ponto de entrada de combustíveis, dificultando a fiscalização da Receita Federal e de outros órgãos de controle. Segundo ela, o Porto de Alagoas teria sido usado como rota para o envio dos produtos ao Rio de Janeiro.
As declarações foram feitas após a Polícia Federal deflagrar a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para ocultar recursos de origem ilícita. De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 7,6 bilhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro.
Na semana passada, Dra. Eudócia já havia anunciado que pretende pedir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis fraudes tributárias e a atuação de organizações criminosas no setor de combustíveis, além de informar que encaminhou representações à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal.