31 de julho de 2025
EDUCAÇÃO

Alagoas fica em penúltimo lugar do Nordeste no ranking que mede salários dos professores das redes estaduais

Levantamento do Centro de Liderança Pública mostra que apenas o Piauí paga menos aos docentes iniciantes na região; estado também lidera índice nacional de analfabetismo.

Por Redação
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Estudo do CLP coloca Alagoas entre os estados que menos remuneram professores da rede estadual no Nordeste. - Foto: Assessoria

Alagoas aparece em penúltimo lugar no Nordeste no ranking dos salários iniciais pagos aos professores da rede pública estadual, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento compara a remuneração inicial dos docentes nas redes estaduais de ensino com base em informações disponíveis nos portais oficiais de transparência das unidades da Federação.

De acordo com os dados, um professor que ingressa na rede estadual de ensino em Alagoas recebe R$ 5,7 mil. Entre os estados nordestinos, apenas o Piauí apresenta remuneração inferior. No outro extremo da lista, o Maranhão lidera o ranking regional, pagando R$ 8,4 mil aos professores iniciantes — uma diferença de aproximadamente R$ 2,7 mil em relação ao salário oferecido pelo governo alagoano.

O estudo também aponta que Sergipe, estado com população menor que Alagoas, remunera seus professores com salário inicial de R$ 6,9 mil, valor superior ao pago pela rede estadual alagoana.

O resultado reforça um cenário de dificuldades enfrentado pela educação pública em Alagoas. Além da baixa remuneração inicial dos docentes, o estado também aparece em outro indicador preocupante.

Dados divulgados este ano mostram que Alagoas possui a maior taxa de analfabetismo do Brasil, com 13% da população de 15 anos ou mais sem saber ler ou escrever. O índice é mais que o dobro da média nacional, que atualmente é de 4,9%.

O levantamento foi elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), organização reconhecida nacionalmente pela produção de indicadores de gestão pública. A pesquisa utilizou informações disponíveis nos portais de transparência dos governos estaduais para comparar os salários iniciais pagos aos professores em todas as unidades da Federação.