31 de julho de 2025
CONGRESSO

Câmara acelera análise do PL da Misoginia; entenda o que muda com a proposta

Proposta busca punir condutas discriminatórias contra mulheres, mas enfrenta resistência de parlamentares que veem risco de criminalização excessiva

Por Redação
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Câmara dos Deputados - Foto:

A Câmara dos Deputados analisa o chamado PL da Misoginia, proposta que pretende tipificar no Código Penal o crime de misoginia e endurecer a punição para delitos praticados por motivação de ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres.

O texto entrou na pauta da Casa após acordo entre líderes partidários e passou a tramitar em regime de urgência. Com isso, o projeto pode ser votado diretamente no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões temáticas.

A proposta altera o Código Penal para definir misoginia como a prática de promover, induzir ou incitar o ódio, a discriminação ou a violência contra mulheres em razão do sexo feminino. Além da criação do novo tipo penal, o projeto também prevê aumento de pena quando crimes como ameaça, injúria, lesão corporal e homicídio forem motivados por misoginia.

Outro ponto previsto no texto é o agravamento das punições para crimes cometidos contra mulheres em ambientes digitais, especialmente quando houver disseminação de conteúdo discriminatório ou incentivo à violência.

Os defensores da proposta afirmam que a legislação atual não contempla de forma específica a violência motivada por preconceito contra mulheres e que a criação do crime fortalece os instrumentos de combate à violência de gênero.

Já parlamentares contrários ao projeto argumentam que o texto precisa de ajustes para evitar interpretações excessivamente amplas. Segundo esse grupo, alguns dispositivos podem gerar insegurança jurídica ao tratar da criminalização de determinadas manifestações.

A discussão ocorre em meio ao aumento do debate sobre violência política de gênero, ataques contra mulheres nas redes sociais e casos de discriminação registrados nos últimos anos.

Se aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto seguirá para análise do Senado antes de eventual sanção presidencial. Até lá, o texto ainda poderá sofrer alterações durante a tramitação.