31 de julho de 2025
FUTEBOL

Após eliminação na Copa 2026, Brasil inicia reconstrução da Seleção com Ancelotti e renovação do elenco

Carlo Ancelotti permanece no comando da Seleção, enquanto veteranos devem encerrar trajetória e jovens ganham espaço na reconstrução da equipe

Por Redação
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Carlo Ancelotti no jogo entre Escócia x Brasil. - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, marcou o fim de mais um sonho do hexacampeonato e abriu oficialmente um novo ciclo para o futebol brasileiro. Com a confirmação de Carlo Ancelotti no comando da equipe até 2030, a expectativa agora gira em torno da renovação do elenco e da construção de uma seleção capaz de voltar a disputar o título mundial.

O revés diante dos noruegueses ampliou o maior jejum de títulos da história do Brasil em Copas do Mundo. Caso conquiste o Mundial apenas em 2030, a Seleção encerrará um período de 28 anos sem levantar a taça desde o pentacampeonato conquistado em 2002.

Apesar da frustração, a comissão técnica deve manter parte da espinha dorsal do grupo, ao mesmo tempo em que promove mudanças em posições consideradas problemáticas durante a competição.

Defesa deve passar por ajustes

No gol, a tendência é que Alisson e Ederson permaneçam como principais opções para o próximo ciclo, embora jovens como Bento e Hugo Souza possam ganhar mais oportunidades nas próximas convocações.

Na defesa, Éder Militão deve voltar a ocupar espaço após se recuperar de lesão, reforçando um setor que também poderá contar com a evolução de jovens como Lucas Beraldo e Vitor Reis.

As laterais, no entanto, aparecem como a principal preocupação deixada pelo Mundial. Pela esquerda, Douglas Santos agradou durante a competição e desponta como uma das opções para os próximos anos. Já Alex Sandro, aos 35 anos, dificilmente seguirá no projeto até 2030. Kaiki e Caio Henrique surgem como alternativas para a renovação.

Na lateral direita, Carlo Ancelotti terá uma missão ainda mais complicada. A lesão de Wesley antes da Copa obrigou o treinador a improvisar durante o torneio, evidenciando a necessidade de encontrar um titular definitivo. Paulo Henrique, Vanderson e Vitinho aparecem entre os nomes que podem disputar a posição.

Meio-campo e ataque iniciam renovação

O setor de meio-campo também deve passar por mudanças importantes. Casemiro, que recuperou espaço com Ancelotti, chega aos 34 anos e dificilmente permanecerá até a próxima Copa. A tendência é que novos nomes assumam protagonismo, entre eles Gabriel Sara, que esteve nas convocações antes do Mundial e pode voltar a ganhar oportunidades.

No ataque, a renovação já começou. Vinícius Júnior deve seguir como principal referência ofensiva da Seleção, enquanto Endrick e Rayan aparecem como candidatos naturais a conquistar espaço entre os titulares.

Jogadores que ficaram fora da Copa por lesão, como Rodrygo e Estêvão, também devem retornar ao grupo. João Pedro continua sendo observado pela comissão técnica, enquanto Raphinha e Matheus Cunha ainda permanecem nos planos para o próximo ciclo.

Em contrapartida, Neymar, que disputou sua quarta Copa do Mundo, deve encerrar sua trajetória em Mundiais como um dos maiores jogadores da história da Seleção Brasileira, encerrando um ciclo iniciado ainda em 2014.

Com quatro anos até o Mundial de 2030, Ancelotti terá pela frente o desafio de reconstruir a equipe, corrigir problemas estruturais apresentados na Copa de 2026 e formar uma seleção capaz de recolocar o Brasil entre os favoritos ao título mundial.